Cacica Guarani de 71 Anos Continua Desaparecida em Santa Catarina

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O desaparecimento da líder indígena Etelvina Fontora, de 71 anos, completou um mês sem respostas em Palhoça, na região da Grande Florianópolis. Como única cacica da Terra Indígena Cambirela, Etelvina é uma figura central no povo Guarani e seu sumiço tem gerado preocupação entre familiares e membros da comunidade.

Uma vida dedicada à comunidade

Conhecida por sua natureza tranquila e liderança firme, Etelvina cuidava diariamente de seu filho, que sofre de esquizofrenia. Sua influência na comunidade e seu papel como cacica destacavam sua importância entre os Guarani. Sua rotina simples e sua dedicação à família tornavam o desaparecimento ainda mais inexplicável para aqueles que a rodeiam.

Investigação e esforços das autoridades

Desde o desaparecimento, em 5 de abril, a Polícia Civil de Santa Catarina mantém as investigações ativas na tentativa de elucidar o caso. Relatos indicam que logo após notarem seu sumiço, a família registrou um boletim de ocorrência em 8 de abril. A ausência de documentos e roupas levantou suspeitas de que Etelvina possa ter saído por vontade própria, mas as autoridades ainda não têm pistas concretas.

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Relatos da família

A filha de Etelvina, que primeiro notou o desaparecimento, destacou que já repassou à polícia todas as informações que possuía. A busca pela mãe levou-a a percorrer áreas próximas, como mata e cachoeiras, em uma tentativa de encontrar algum vestígio, mas sem sucesso. Segundo ela, a falta de documentos e roupas reforçam a teoria de que ela tenha saído por conta própria, embora isso não ampare todo o mistério envolvido.

Preocupação e apelo por informações

O coordenador da comissão de caciques de Santa Catarina, Kennedy Karai, mencionou que o desaparecimento da cacica foi rapidamente reportado às autoridades. Apesar disso, o tempo passando sem novidades preocupa cada vez mais a comunidade e os familiares, que apelam por qualquer informação que possa levar a localizá-la.

Conclusão

O desaparecimento de Etelvina Fontora destaca a vulnerabilidade das lideranças indígenas e a importância de uma resposta rápida das autoridades em casos como este. Com o apoio contínuo das investigações e o engajamento da comunidade, espera-se que novas informações surjam para desvendar o paradeiro da cacica e trazer algum alívio à sua família e a todos que compartilham de seu legado.

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