MPF Investiga Convênio Milionário entre Rio Preto e Santa Casa de Casa Branca

Share

Investigação Lançada pelo Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação rigorosa sobre um convênio de saúde entre a Prefeitura de São José do Rio Preto e a Santa Casa de Casa Branca, no interior de São Paulo. O acordo, que totaliza R$ 11,9 milhões, visava a redução das filas para exames de imagens na rede pública de saúde local. No entanto, surgiram indícios de irregularidades que culminaram na abertura de um inquérito civil.

Medidas Imediatas e Reações

Em resposta à recomendação do MPF, a Prefeitura de Rio Preto cancelou o convênio e solicitou a devolução de R$ 4,7 milhões pagos antecipadamente à Santa Casa. O procurador Eleovan César Lima Mascarenhas destacou a presença de problemas financeiros e operacionais na instituição hospitalar, assim como a desconcertante participação de empresas terceirizadas.

As orientações do MPF determinaram a suspensão imediata de repasses a terceiros e exigiram que o hospital demonstrasse, em até dois dias, quais medidas seriam adotadas para cumprir a orientação. Além disso, o Fundo Nacional de Saúde e a Secretaria de Saúde de Rio Preto também receberam instruções para cessar os pagamentos relacionados ao convênio.

Comissão Especial de Inquérito e Ações na Câmara

Na Câmara de Vereadores de Rio Preto, foi instalada uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as denúncias de irregularidades no convênio. A CEI, formada por vereadores de diferentes partidos, terá um prazo inicial de 120 dias para realizar suas investigações, com possibilidade de prorrogação.

VEJA  Homem morre afogado ao tentar embarcar na orla de Santarém | G1

Detalhes do Convênio e Controvérsias

O convênio, firmado em abril, tinha como objetivo promover um mutirão de exames através do projeto ‘Carreta da Saúde’. Contudo, o pagamento antecipado ao hospital levantou suspeitas entre os vereadores, principalmente devido à falta de um processo claro de concorrência ou seleção. A situação levou ao afastamento do então secretário municipal de Saúde, Rubem Bottas.

Frederico Duarte assumiu o posto e iniciou uma sindicância interna para apurar os fatos. Em declaração, a Prefeitura afirmou que precisou cancelar o acordo por razões administrativas e jurídicas, já que a análise feita pela Procuradoria-Geral do Município revelou que as exigências para a execução do convênio não estavam devidamente atendidas.

Implicações Finais e Caminhos para o Futuro

Este incidente exemplifica os desafios enfrentados por gestores públicos na execução de políticas de saúde, especialmente no contexto de parcerias com entidades terceirizadas. A transparência e a responsabilidade na gestão de recursos públicos são fundamentais para garantir a efetividade dos serviços oferecidos à população.

O caso, que ainda está em evolução, ressalta a importância de um acompanhamento rigoroso por parte das autoridades competentes para assegurar que práticas irregulares não comprometam o atendimento médico à população. A devolução dos recursos já pagos e a reavaliação das políticas de saúde são medidas essenciais para minimizar os impactos negativos desse episódio e estabelecer novas diretrizes para futuras parcerias.

Leia Mais

Você também pode gostar...